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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Rolezinhos, defendem o que mesmo?

Apenas um de tantos tumultos nos rolezinhos em SP - É lazer mesmo?
Das ruas dos grandes centros para os corredores dos shoppings-center. Dos gritos de fora, corruptos e tantos outros para os refrões fúteis do execrável funk ostentação. De uma juventude em sua grande parte consciente do protesto a ser feito para os garotos mimados e movidos pelo consumismo e os 15 minutos de fama conseguidos em redes sociais.

Tudo o que fora visto em meados de junho pelo país já andava meio perdido, e de repente tudo volta da maneira mais distorcida possível. Os chamados rolezinhos, que por sinal pareciam ser mais uma modinha que em pouco tempo se dissiparia tomou volume como um movimento pseudo-político, onde a extrema-esquerda (Lê-se paranoicos) alegam os motivos mais torpes possíveis para legitimar um movimento que não defende mais nada do que a baderna, a falta de educação e pudor.

Já se falou em discriminação de classes e até da cor da pele, e até o ponto mais fundo que foi alegar a falta de espaços de lazer e a defesa da cultura deste grupo. O dito grupo misturou dentro de si dois movimentos que pareciam distintos, mas que usam dos atributos um do outro para que os fins justifiquem os meios.

Alguns adeptos do rolezinho: Defendem o que mesmo?
De um lado, os jovens adeptos do chamado funk ostentação. Estilo musical que reúne o que de pior pode
existir na música nacional (Exaltação do luxo como forma de escalada social, vulgarização da mulher, entre outros absurdos). Neste caso não há neste parágrafo nenhuma distinção de classes, é algo que atinge a ambas de todas as formas. São garotos e garotas movidos por idéias consumistas trazidas nessas canções e que gastam pequenas fortunas (dos pequenos ordenados ou até do bolso dos próprios pais). Roupas caras, jóias, bonés e outras quinquilharias que fazem parte da busca de seus 15 minutos de fama com suas bizarrices, como subir uma escada rolante que desce, essas coisas.

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto distribui
pães em chamado rolezão: Quando o radicalismo
se mistura com qualquer coisa
Do outro, os movimentos e partidos de extrema-esquerda, paranoicos com qualquer declaração de seus semelhantes no governo e que, ao sinal da primeira agitação social, buscam se engajar com as mais distorcidas denuncias e criticas possíveis. As ditas discriminações de classes e até de pele são algumas das grandes tônitas. Outra diz respeito a falta de áreas de lazer para a juventude, o que não é mentira no todo, afinal, atrações culturais em teatros, parques e outros locais sempre há, cheias de um novo contato com a arte, dança, musica e outras experiências possíveis.

Juntos, assombram até no imaginário usuários de shoppings-center em grandes centros do país. Não era óbvio que muitos destes primeiros movimentos resultaram exatamente no que já foi mencionado anteriormente: Baderna e tumulto, correria, falta de pudor e educação, e isso nem se fala dos pequenos delitos registrados entre seus integrantes. Na defesa do patrimônio dos estabelecimentos seguranças se desdobram, a polícia contrariada pelos pseudo-revolucionários apenas dispersa, e clientes, trabalhadores e famílias ficam acuados nesta briga.

Antes de mais nada é preciso colocar tudo muito mais as claras. O rolezinho defende o que? Cultura não pode ser. Lazer? Só se for na baderna de praticamente todos os seus integrantes. Por que não, então, trocar o consumismo de marcas, as bizarrices e outras tantas coisas mais por algo como limpar pichações? Conservar praças? Algo que atraia com segurança a comunidade em torno de uma atividade saudável? Afinal, se espalhou pelas redes sociais a máxima rolezinho em biblioteca, teatro, e em busca de emprego ninguém faz. E, sem querer falar, é uma frase verdadeira.

Mas, ao ver os rumos de mais um movimento tumultuante, é bem provável que todas estas perguntas jamais sejam respondidas. Comparar isto a um grupo engajado com algo é como realmente dizer que o jovem brasileiro não se preocupa com seu país ou outras atividades saudáveis em qualquer classe. Para eles o que importa no fim de tudo é ”arroizar as novinhas” e “descer até o chão”.
E tenho dito.

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