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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Volta as aulas: O Material escolar e as lições de economia

A correria pelo material escolar começa, e a economia? (Foto)
Todos os anos é a mesma correria no comércio. Papelarias, magazines e outras lojas lotadas de pais e filhos atrás do material escolar. Em um lado, o lado bom das pesquisas, da procura pelo melhor preço e qualidade nos produtos. Do outro lado a eterna briga de família pelos cadernos, mochilas e apetrechos cheios de badulaques, numa verdadeira guerra campal com direito a choro e ranger de dentes dos pequenos teimosos.

Nas prateleiras os mais variados personagens da infância recente. De Ben 10 a Polly, de times de futebol aos ídolos do MMA. Sem falar das mochilas personalizadas com brinquedinhos de brinde e que em muitos casos são cinco vezes maiores que as costas das crianças que as usam. As cores chamam a atenção, os pequenos não fogem muitas vezes a tentação e as contas dos pais despreocupados com a economia chegam a níveis astronômicos.

Anos 60/70/80, outros tempos, outra mentalidade (Foto)
Houve um tempo distante que a maior preocupação dos pais era com o uniforme escolar. Bonito e bem conservado, com a educação que o aluno levava de casa para assim melhor lidar com os professores. Os utensílios escolares não tinham lá muita sofisticação.

As vezes uma estampa diferente aqui e ali, e na maioria das vezes o caderno brochura (o pequenininho) era
simplesmente capa dura e monocromático. Livros impecáveis, estojo de metal resistente ou madeira e uma caixa de lápis de cor de 12 cores. Nada mais, rumo a escola.

Tudo era simples, até mais levado a risca do que o que se vê atualmente. Comparar o que era a compra do material escolar há 30, 40 anos atrás com os dias atuais chega até a ser covardia. Infelizmente os pais estão deixando de praticar a lição da economia com os filhos em muitos casos. Escolhem os itens mais caros depois de muita insistência das crianças.

Marcas e personagens, como a Pucca: Tentação dos pequenos (Foto)
As mesmas crianças que, no fim das férias, retornam as salas simplesmente maquiadas pelos objetos tinindo de novos. E os modos, educação, comprometimento e comportamento? Continuam os mesmos do ano anterior e de outros carnavais, simplesmente mascarados por uma mochila, um caderno e qualquer outra coisa que disfarce um novo eu da criança.

Observar este comportamento de muitas famílias atualmente é preocupante. Desde pequena a criança precisa saber que o conhecimento, as lições de matemática, história e tantas outras matérias não vêm dos materiais, mas do que elas mesmas desempenham em sala de aula.

Enfeitar os filhos com utensílios caros e frágeis não é certeza de notas altas muito menos de bons resultados. E o primeiro ensinamento já deve ser dado na loja em si: Como economizar no material pensando na qualidade, no bom preço e na certeza que o aluno faz sua vida escolar.

Que fique esta sendo a lição de cada pai e mãe na hora de iniciar a maratona do material escolar para este ano letivo. Do contrário, o que veremos não serão cabeças pensantes, mas um desfile de bizarrices materiais que do nada levarão a criança ao lugar nenhum.

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